Novas multas e regras do Simples Nacional em 2026 já estão valendo
- 6 de fev.
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Se você achou que 2026 seria apenas mais um ano de guias e declarações, é melhor rever seu planejamento. Janeiro chegou com um pacote de mudanças que transformou o que era "educativo" em punitivo. A ordem agora é tolerância zero com atrasos.
Confira os pontos onde o calo vai apertar:
1. PGDAS-D: Atrasou um dia? Tem multa.
Até o ano passado, se você esquecesse de preencher o PGDAS-D (aquela obrigação mensal para gerar o DAS), o sistema simplesmente travava e você não conseguia avançar. Era chato, mas não doía no bolso de imediato.
O que mudou: Desde 1º de janeiro, o "vacilo" tem preço. O sistema agora gera multa automática a partir do primeiro dia útil após o vencimento. Não existe mais período de carinho.
2. DEFIS: O fim da isenção para esquecidos
A declaração anual (DEFIS), que inclusive as empresas sem faturamento precisam entregar, agora também gera multa por atraso.
Fique esperto: O prazo final é 31 de março de 2026. Se você entregar no dia 1º de abril, já começa o mês devendo, no mínimo, R$ 200,00 para o governo.
3. Lucros e Dividendos: O Simples não escapou da mordida
Havia uma esperança de que as empresas do Simples ficariam de fora da nova tributação de lucros, mas a Receita Federal jogou um balde de água fria: a regra vale para todos.
A conta: Se a empresa distribuir mais de R$ 50 mil por mês para o sócio (vindo da mesma pessoa jurídica), haverá retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte.
O detalhe: Lucros antigos (apurados até 2025) podem escapar, mas a regra de transição é um labirinto jurídico que ainda está sendo discutido no STF. Na dúvida, consulte seu contador antes de transferir qualquer valor alto.
4. Reforma Tributária: O "test drive" começou
Janeiro de 2026 marca o início oficial dos testes da Reforma Tributária. Você vai começar a ver siglas novas nas notas fiscais (CBS e IBS).
Alíquotas de teste: 0,9% de CBS e 0,1% de IBS estadual.
Calma: Por enquanto, é um período de adaptação. Não haverá recolhimento efetivo dessas alíquotas nem multas pesadas para quem errar o destaque na nota durante essa fase de testes. É hora de configurar o sistema e entender o novo cenário.
5. Imposto de Renda: Um fôlego para o bolso físico
A faixa de isenção do IR subiu. Quem ganha até R$ 5.000,00 por mês agora está isento do imposto. Para quem ganha entre esse valor e R$ 7.350,00, a redução é gradual. É um alívio direto no fluxo de caixa de quem tem rendimentos menores.
O veredito Simples na Real
O recado de 2026 é claro: o custo da desorganização ficou muito mais caro.
O que você deve fazer agora?
Revise seu calendário: Coloque alertas para o PGDAS-D e para a DEFIS (31/03).
Ajuste o Pró-labore: Com a nova isenção de R$ 5 mil e a taxação de lucros acima de R$ 50 mil, seu planejamento tributário de 2025 provavelmente está obsoleto.
Fale com seu contador: Se ele ainda não te ligou para falar dessas multas, ligue você para ele.
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